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Justiça determina devolução de salários cortados ilegalmente de Guardas Municipais em Porto Seguro

Justiça determina devolução de salários cortados ilegalmente de Guardas Municipais em Porto Seguro

Uma decisão judicial em caráter liminar determinou que a Prefeitura de Porto Seguro devolva os salários que foram cortados ilegalmente de servidores da Guarda Civil Municipal (GCM). A medida é resultado de um Mandado de Segurança Coletivo impetrado pelo Sindicato dos Guardas Civis Municipais da Bahia (SINDGUARDAS/BA).

Segundo o sindicato, os vencimentos de diversos agentes foram suspensos por 30 dias após estes apoiarem um movimento sindical por melhores condições de trabalho — direito garantido pela Constituição Federal. A medida foi considerada arbitrária, uma vez que se trata de uma manifestação legítima.

De acordo com o SINDGUARDAS/BA, a suspensão dos salários deixou várias famílias em situação de vulnerabilidade. Além do corte, foi aberto um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra os servidores, o que o sindicato classifica como uma tentativa de retaliação.

A decisão judicial obriga o Município a realizar o pagamento imediato dos salários por meio de folha suplementar, sob pena de multa diária de R$ 1.000,00 em caso de descumprimento. O magistrado também reconheceu a possibilidade de adoção de medidas coercitivas contra a gestão municipal.

O vice-presidente do SINDGUARDAS/BA, GCM Neto, afirmou que o sindicato acompanha de perto o andamento do caso e avalia ações legais contra o comandante da GCM e o corregedor, por atos de assédio e abuso de autoridade.

“A justiça foi feita. Essa vitória reforça nosso compromisso com a defesa dos direitos dos guardas municipais e mostra que perseguições não serão toleradas”, declarou o representante sindical.

FONTE VIA41